
Diploma sim pois existem Faculdades e Universidades para quê? É mesmo espantoso viver e conviver neste país que demora quase dois anos para discutir e redigir uma Constituição e termina os trabalhos legislativos com várias Leis ainda a serem promulgadas. Sobre os jornalismo brasileiro muito se discutiu. A Folha de São Paulo como outros jornais de porte deram amplo destaque ao tema. Inclusive a FSP foi acusada à época de interesse corporativista. Havia enorme rebuliço na redação devido a mudança de modus operandi. O mais terrível de toda essa história é que foi conseguida acordo entre as partes interessadas e se julgou democrático o consenso obtido. A folha arbitrou esse consenso de que as redações teriam quatro jornalistas formados e com diploma, friso, apenas para relembrar e que um profissional poderia ser de qualquer profissão. A Constituição brasileira de 88, a chamada pelo dr. Ulisses Guimarães de constituição Cidadã foi promulgada, festejada e milhares de exemplares distribuidos e alguns lidos e muitas da Leis estão em uso e outras foram mudadas, queremos acreditar, melhoradas para o bom convívio de todos os brasileiros. No entanto, em relação a profissão de jornalista o que passamos foi caótico. De repente, todos os profissionais que foram para faculdades e universidades e ficaram três ou quatros estudando teve seu diploma como se fosse cassado, anulado ou desprezado por certa liminar de determinada juíza que nem me vem o nome no momento. A discussão voltou à tona país afora e Sindicatos e Federação, mais inacreditável, ainda. Não conseguiu derrubar essa liminar aniversariante que caminha para a adolescência. Com que argumento essa juíza ou esse Poder, o Judiciário segura essa decisão ninguém sabem até nos dias de hoje. Não há o que alegar se todas as profissões possuem catédra, regulamentação, diplomas, pos e doutorado como se exige, atualmente, e retundando existem Universidades e Faculdades, porque apenas a de jornalismo não tem, não precisa ou antidemocrático o cidadão ir à Faculdade ou universidade estudar e escrever e publicar materiais onde a técnica suplanta o ego, onde a visão coletiva e desapaixonada pelo fato faz com que a democracia prevaleça e apareça acima até mesmo dos interesses do dono do jornal e das classes sociais. Isso teoricamente. Entretanto, o que vimos e passamos é o total desrespeito pela profissão e pela democracia. Muitos rostinhos bonitinhos entraram para o jet set televisivo e muito escritor passou a ser colunista, coisa que na faculdade sempre se primou em não se misturar, a abelha colhe o pólen, a seiva das plantas e flores para depois fazer o mel. Este doce e fortificante presente não vem pronto e embalado para consumo. Poderia escrever muito mais coisa que atrapalhou e atrapalha o exercício da profissão de jornalista no Brasil e até mesmo a questão de aposentadoria. Quantos jornalista que morreram à míngua, que trabalhavam sem carteira assinada, que no fechamento de edições chegavam a datilografar mais de 60 laudas com 20 linhas e 70 toques e às vezes do seu trabalho se publicava alguns trechos. Quantos hoje por falta de organização e oportunidade não estão no trabalho. E não possuem nada. Hoje a Folha exige de seu candidato a jornalista que tenha pos graduação, que escreva e fale inglês ou mais um idioma. Então como é que se justifica essa liminar e ainda se despreza uma categoria que amada e odiada, ao mesmo tempo, ao mesmo instante que fala é censurada, ou autocensurada? Quantos profissionais, como antes hoje legitimados pelo Ministério do Trabalho, possuem carteirinha de jornalista apenas para exibir que é da imprensa, mas jamais redigiu uma lauda sequer e nem sabe se é de escrever ou não. Apesar com o advento da informática essa lauda sumiu das redações. Não cabe, aqui caros colegas, nem sequer a indignação. Apenas mesmo o lamento e constrangimento de passarmos por mais essa e sermos perseguidos e atrapalhados na nossa árdua jornada. Pois quando além do diploma cassado lembram-se, as aposentadorias, que Ditadura Militar, concedia aos jornalistas, até mesmo essa, foi cassada. Sendo que muitas eram injustas ou escandalosas, mas era uma maneira de reconhecer a dedicação do profissional. Não que advogue para isso volte ou que jornalista deve ser visto diferentemente dentro da sociedade. Mas, o mínimo de respeito pela nossa profissão é preciso. Essam lei é tão inafortudada que abriu parecer, não sei se ainda está dessa maneira, que jornalista do Estado, concurssado, não ganha como jornalista e não é considerado como jornalista, mesmo executando a profissão em todos os detalhes. Isso ocorreu com colega nossa que já faleceu Sandra Maria dos Santos, da redação da Imprensa oficial. Caros colegas desculpem toda esse discursso e um grande abraço e vitória. Marcelo dos Santos MTb 16539 SP/SP
Escrito por jssaudeonline às 10h13
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